Home Data de criação : 08/11/08 Última atualização : 12/01/12 10:14 / 358 Artigos publicados

Rádio: Ana Carolina - Confesso - Trancado - Nua - Pra Rua Me levar - Encostar Na Tua  (Radio) escrito em quinta 04 março 2010 22:44


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Citação - Jean Jacques Rousseau  escrito em quinta 12 janeiro 2012 07:14

Blog de aquiloqueacredito :Aquilo que acredito, Citação - Jean Jacques Rousseau

O primeiro que tendo cercado um terreno se lembrou de dizer: "Isto é meu", e encontrou pessoas bastante simples para o acreditar, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras, assassínios, misérias e horrores não teria poupado ao gênero humano aquele que, arrancando as estacas ou tapando os buracos, tivesse gritado aos seus semelhantes: "Livrai-vos de escutar esse impostor; estareis perdido se esquecerdes que os frutos são de todos, e a terra de ninguém ".


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Metáfora de mim mesmo  escrito em sexta 06 janeiro 2012 22:30

Blog de aquiloqueacredito :Aquilo que acredito, Metáfora de mim mesmo

Houve uma época em que eu desejava que todas as pessoas gostassem de mim: vivia com um sorriso tatuado no rosto, falava suave e pausadamente, me recusava a pronunciar qualquer tipo de palavrão e sofria copiosamente quando descobria que fulano ou beltrano não pertenciam ao grupo das pessoas que me admiravam. Definitivamente, eu não era normal.

Outro dia uma pessoa me disse: “Eu não gosto de você!”. Sofri? Não, apenas respondi: “Fulano, engraçado que às vezes nem eu gosto de mim. Bom, pra sua sorte, você pode se afastar de mim e ponto. Eu não. Convivo 24 horas por dia comigo e, quando não me suporto, não tenho para onde fugir. Apesar de me amar, às vezes me odeio e nisso reconheço a minha normalidade. Sou normal porque aceito minhas imperfeições: acordo de mau humor, sou extremamente duro ao falar determinadas coisas, sou irônico quando devo e, infelizmente, quando não devo, sou sincericida, faço julgamentos indevidos. Trocando em miúdos: normal você não gostar de mim. Acontece.”

Hoje minha normalidade é traduzida em espontaneidade. Meus sorrisos são muito mais sinceros e o meu choro também. Não choro para que as pessoas se compadeçam de mim. Meu sorriso não é mais fixo: coloco-o no rosto quando quero e tiro-o sem o menor constrangimento. Minhas risadas são altas, longas e descomprometidas com o silêncio.

Embora tímido,sou bem humorado, companheiro,dedicado e brincalhão. Mas há pouco tempo descobri que as minhas melhores virtudes são também os meus piores defeitos: é só exagerar um pouquinho na dose que a coisa fica “over”. E a overdose é muito mais comum na gente do que se pode imaginar.

Enfim, quem sou?
Sou, apenas, uma metáfora de mim mesmo.

Adaptação do texto da Carol Furtado

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Mensagem (Ano Novo)  escrito em terça 03 janeiro 2012 06:07

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Entrando no Ano Novo - Lya Luft  (Autores) escrito em sexta 30 dezembro 2011 21:56

Blog de aquiloqueacredito :Aquilo que acredito, Entrando no Ano Novo - Lya Luft

"Falo de uma entrada em um novo ano
abrindo as portas e janelas da casa e da alma.
Sem frescura, sem afetação, sem mau humor,
sem pressão nem formalidade"


Não falarei da virada de ano convencional, do tempo de festas em que a gente se finge de santo, vai à missa mas odeia meio mundo, pede perdões mas vive fazendo maldade, arma um sorriso babaca, abraça a família, que na verdade está um caos, manda uísque para os colegas a quem detesta, e um presentão para o chefe pelo qual se sabe desprezado.

Não falarei das comemorações dos escravos do consumismo, que nesta época se endividam em dez prestações para dar presentes impossíveis a pessoas nem sempre amadas, ou cujo amor tem de ser comprado.

Não falarei do começo de ano amargo dos que dizem que para eles essas datas não existem: espalham o negativismo de suas decepções com a raça humana, que na verdade não é tão grande coisa assim, portanto não se deveria esperar que o fosse.

Talvez eu fale de um começo de ano mais simples, porque não foi antecedido por um daqueles Natais de religiosidade fingida, amor com hora marcada, presentes supérfluos ou adquiridos com sacrifício; talvez eu fale de confraternização, abraço amigo sincero, acolhimento da família – amada apesar de diferenças, sabendo que ali a gente é aceito mesmo quando não é entendido, mais que isso: é respeitado e querido.

Falo de uma tentativa real de recomeçar até onde é possível: com um olhar um pouco diferente para pessoas a quem a gente admira ou estima e normalmente não tem tempo de abordar (que pena, que desperdício). Gente que nos interessa pelo simples carinho, independentemente de status, grana, importância e possível utilidade.

Falo de uma entrada em um novo ano abrindo as portas e janelas da casa e da alma. Sem frescura, sem afetação, sem mau humor, sem pressão nem formalidade. Pensando que a gente poderia ser mais irmão e mais amigo, mais filho e mais pai ou mãe, mais humano, mais simples, mais desejoso de ser e fazer feliz, seja lá o que isso signifique para cada um de nós.

Não com planos mirabolantes que não se podem cumprir, mas inventando novos modos de querer bem, sobretudo a si mesmo, pois sem isso não tem jeito de gostar dos outros de verdade.

O bom é entrar num novo ano sem nostalgia melancólica, sem suspiros patéticos e sem lamentações inoportunas, sem torrar a paciência dos que, ao redor, estão querendo começar o novo ano num clima positivo.

Não falarei, nunca, de festas de passagem de ano tendo de encher a cara para agüentar o próprio deserto interior e a frivolidade de toda uma vida ou para enfrentar a loucura generalizada, o desamor dos parentes chatos, dos filhos idem, da mulher ou marido irônicos, da sogra carrancuda, do amigo interesseiro ou o prenúncio das contas que se acumularão porque a gente gastou o que não podia com coisas que não devia.

Algumas pessoas saem da manada e se propõem a cada ano uma vida possível, mais amena e humana apesar de tudo. Na qual, independentemente de crença, ideologia e vivências, aqui e ali se consegue refletir e reavaliar algumas coisas. Com um pouco mais de aproximação, de reflexão, de algum otimismo, a gente sendo menos arrogante, menos fria, menos desinteressante, mais... gente.

E, já que é um novo ano, vai aí um presente meu, simplesinho, que os tempos estão difíceis:

Deus, eu faço parte do teu gado: esse que confinas em sonho e paixão, e às vezes em terrível liberdade. Sou, como todos, marcada neste flanco pelo susto da beleza, pelo terror da perda e pela funda chaga dessa arte em que pretendo segurar o mundo.

No fundo, Deus, eu faço parte da manada que corre para o impossível, vasto povo desencontrado a quem tanges, ignoras ou contornas com teu olhar absorto.

Deus, eu faço parte do teu gado estranhamente humano, marcado para correr amar morrer querendo colo, explicação, perdão e permanência.

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